A terceira maior economia do mundo, o Japão, também um dos países mais avançados tecnologicamente do planeta, adota a urna comum com cédula de papel para as votações que fazem o processo democrático por lá. Notícia com foto no jornal O Globo comprova isso, embora não mencione o fato de forma objetiva, relatando eleições legislativas naquele país.
Outras nações, como a Alemanha, cuja proibição constitucional de aparatos eletrônicos de votação se baseia na impossibilidade de se ter transparência em processos eleitorais que exijam técnicos especializados (“Para a corte máxima alemã, um “evento público” como uma eleição implica que qualquer cidadão possa dispor de meios para averiguar a contagem de votos, bem como a regularidade do decorrer do pleito, sem possuir, para isso, conhecimentos especiais”), também voltaram, ou estão voltando, a utilizar o velho e bom papel como instrumento físico auditável. Há também aqueles países que se utilizam das chamadas “urnas de 3º geração” cujos votos são impressos para verificação por parte do eleitor, obtendo-se assim, a contraprova física em caso de necessidade de recontagem. Em vários estados americanos, se utiliza uma forma de escaneamento da enorme cédula de votação que traz diversos temas ao eleitor, desde o voto a candidatos eletivos até plebiscitos e referendos locais e estaduais. O escaneamento sistematiza os dados e os consolida, mas todos podem ser conferidos, recontados, por estarem registrados fisicamente. Recentemente, o Partido Verde pediu recontagem dos votos na eleição que tornou Donald Trump Presidente dos EUA, e verificou-se que houve erro nas totalizações, mas a favor do eleito.
No Brasil, essa discussão se processa desde a implantação das urnas eletrônicas em 1996, quando o Engº de Sistemas Amilcar Brunazzo fundou o site Voto Seguro com centenas de técnicos que se colocaram contra a utilização de aparatos sem comprovação física do voto. Em 1997, o TSE começou a implantar a impressão de votos, mas de forma muito tímida e não pareceu existir vontade e esforço para que as impressoras funcionassem bem, facilitando a revogação de tal lei em 2003. Somente a partir de 2014 o tema começou a ganhar relevância, a ponto de se trazer de volta o mesmo artigo 59-A da lei 9.504/97 para ser incorporado na lei que foi chamada de “mini reforma política” (13.165) publicada em 20/09/15. Infelizmente o TSE não tomou nenhuma providência e agora parece bastante atrapalhado, confessando que não há tecnologia nem conhecimento para a implantação das impressoras. ” O ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), confirmou hoje (1º) que somente em torno de 30 mil urnas eletrônicas estarão aptas a emitir o voto impresso nas eleições do ano que vem. “Estamos estimando em torno disso”, afirmou Mendes. “Não temos condições nem recursos”, acrescentou o ministro sobre a implantação do voto impresso em todas as cerca de 600 mil urnas eletrônicas que serão utilizadas em 2018. “Vamos comunicar ao Congresso”. (Fonte: Agência Brasil – 01/12/17)
O Convergências organizou uma Ação Popular para forçar o TSE a cumprir a Lei em combinação com uma Resolução que trata da substituição das urnas eletrônicas que não estiverem em funcionamento por cédulas de papel. Como a lei 13.165/15 trata do voto impresso em todas as urnas e sem cronograma ou seja, de forma imediata a partir das primeiras eleições gerais, que são as de 2018, considera-se que as urnas que não tiverem impressora acoplada não estão em conformidade com a Lei. Portanto, deve-se aplicar as cédulas de papel em cerca e 95% das seções eleitorais, caso o TSE consiga utilizar as 30 mil urnas anunciadas com impressoras acopladas. Não se sabe, contudo, se haverá tempo hábil até mesmo para isso, pois os prazos que vão desde as audiências públicas de instrução e definição técnica das impressoras, testes e homologação, licitações, empenho e fabricação e instalação, programação de novos softwares, com as inúmeras providências acessórias até a implantação segura já nas eleições em Outubro próximo. Uma simples impugnação no processo licitatório pode atrapalhar mais ainda.
Espera-se, portanto, bom senso da Justiça Federal, acolhendo a citada Ação Popular, a qual não traz nenhuma inovação jurídica, apenas exige o cumprimento da Lei. Se o Japão é capaz de organizar eleições legislativas para mais de cem milhões de eleitores em regime de emergência, tendo em vista o sistema parlamentarista, o TSE, com sua gigantesca estrutura capilarizada em todos os estados e cidades do Brasil não deverá ter dificuldade, pois as cédulas de papel e urnas de lona são simples, baratas e a apuração poderá ser feita imediatamente após o encerramento do pleito, com pelos mesários, na presença de fiscais e eleitores interessados, em prol da transparência e legitimidade do processo, bastando ao órgão máximo eleitoral do País a edição de resolução normativa. Afinal, é o TSE que deve servir à população e não esta se submeter aos processos impostos sem a devida legitimidade, em face dos números da desconfiança nas urnas eletrônicas, cerca de 60% e das eleições, cerca de 72%. Não há democracia que se sustente diante deste quadro.

Fonte da imagem: O Estadão
Ler também, ótima matéria na qual emprestamos a foto de destaque, do Sr. Almir M. Quites.

Porque será que países mais desenvolvidos que o Brasil usam URNAS ainda com papel…Por quê?????? TSE Toma vergonha na cara e IMPLANTA URNAS COM PAPEL ONDE QUALQUER CIDADÃO PODE VERIFICAR A VERACIDADE DO PLEITO
se forem eliminadas as urnas eletrônicas no brasil, como é que a cafajestada serão eleitas? não sabem ainda que no brasil é tudo ao contrário?
Idiotice, um argumento sem sentido! Então os pilantras e corruptos surgiram depois de voto eletrônico? Por favor! Existe pilantra, corrupto aqui desde sempre, inclusive quando eram usadas apenas os votos no papel.
Caro Geraldo, aceitamos críticas e o debate está aberto, mas não somos idiotas, somos patriotas tentando fazer algo pelo País. Perguntamos se o senhor está fazendo algo além de atirar pedras em que está empenhando tempo de vida e recursos. Esta manifestação é em nome de todos os que estão, em Convergências, lutando e fazendo algo pelo País. Repetimos, não somos idiotas, somos patriotas.
Quanto a corrupção, é algo que ninguém extirpará de vez, levará muito tempo. Várias questões transitam nesse tema – voto em cédula: o primeiro é a corrupção não ter nenhuma forma de ser flagrada no processo eleitoral, uma vez que urnas eletrônicas sem contraprova física não deixam rastros, é impossível auditar bits. O segundo diz respeito ao cumprimento da Lei e da Constituição. O terceiro diz respeito à contagem pública dos votos, especificamente, uma vez que cada seção eleitoral têm entre 200 a 400 eleitores, o que torna rápida a apuração e a emissão do boletim em poucas horas após o encerramento do pleito, diferentemente das situações que ocorriam há 20 anos, quando, de fato, a bagunça era grande na apuração feita em ginásios de esporte. O quadro é outro atualmente.
Lutamos pelo que é certo, legal, moral e sim, buscando eliminar ao máximo a possibilidade de ocorrência da corrupção.
Esperamos que compreenda e agradecemos pela participação.
Equipe do Convergências.
Justamente, e tu confia cegamente nesses corruptos, Geraldo????? O questionamento não é se já existia fraudes ou não.. não importa, queremos segurança de votar em um candidato e ter certeza que ele venceu mesmo ou perdeu.
Sim mas eles caiam com o voto em papel e não ficavam tanto tempo no poder…
Diga apenas como se reconta votos na urna eletrônica.
Por favor, corrupção sempre existiu, é claro e não somos assim tão idiotas! A questão é que com as urnas eletrônicas fica muito mais fácil acontecer a fraude pois além de tudo, não dá nem para auditar, ou seja, recontar os votos. Não sejamos ingênuos!
“…uma vez que urnas eletrônicas sem contraprova física não deixam rastros, é impossível auditar bits.”
Então poderiam me explicar como que o Professor Diego Aranha em teste público de segurança em 2012, conseguiu reordenar os voto na sequência em que ele foram digitados?
https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2018/03/06/teste-feito-por-equipe-da-unicamp-revelou-falhas-de-seguranca-nas-urnas-eletronica/tablet
Em um teste ele conseguiu.. o problema é que ele nunca teve acesso ao código fonte. E os únicos ataques que ele fez simulavam ataques externos se os programadores que trabalham no TSE tiverem má índole e aceitarem algum tipo de propina eles podem muito bem alterar as rotinas e fazer com que ninguém saiba se isso é realmente real.. lembrando que o código tem milhares e milhares linhas de código. Sendo impossível de rastrear qualquer linha suspeita em tão pouco tempo.
Fonte: o próprio Diego Aranha
https://urnaeletronica.info/2018/carta-aberta-de-resposta-a-participacao-do-tse-no-nerdcast-626/
Ah meu caro, como assim ele nunca teve acesso ao código fonte? claro que teve pois todos os auditores que participam destes testes tem acesso à tudo, isso é mentira. Os fontes estão lá pra serem auditados pelos especialistas das universidades e contratados pelos partidos.. existe uma cerimônia para assinar os mesmos digitalmente de modo que sempre poderão ser auditados de novo e de novo com todo o tempo do mundo.. e sim são milhões de linhas de código? pra isso tem teste de caixa preta em todas as capitais com a votação paralela onde as pessoas votam em papel, e na urna, e depois fazem o batimento.. se não bater houve fraude… mas.. sempre bateu né?
Sobre as questões técnicas sugerimso conversar com o Engº Amilcar Brunazzo, é bem provável que ele não concorde com o que o amigo afirma, e ainda fundamentará as razões.
Por outro lado, toda essa uestão deixa de ter importância quando se percebeu que o atual sistema simplesmente não cumpre a Constituição no quesito publicidade do escrutínio. O escrutínio é feito secretamente, pela máquina, e isso fere todos os princípios do artigo 37 da Constituição Federal. Se não cumpre requsitos legais, não há o que se discutir sobre a existência ou não de vulnerabilidade técnica.
Já virou País Comunista (disfarçado); sou a favor da Intervenção Militar do Brasil, com o apoio dos Estados Unidos; tendo em vista que a China já chegou: Bem de mansinho, igual à Ferrugem !!!
Diversas denúncias verdadeiras de irregularidades
Somente uma correção, o processo eleitoral japonês não tem urnas eletrônicas, porém não tem relação alguma com nível de segurança. Nasci e morei no japão até os 10 anos de idade, e lá poucas são as pessoas que se dispõe a votar, por isso o resultado sai no mesmo dia, pois o voto é facultativo, as pessoas não tem candidatos pra escolher (nomes escritos com numero de legenda), os nomes do candidatos são escritos a mão pelo eleitor, o custo da implementação seria maior que o beneficio gerado, e estamos a falar de um pais cuja tradição é algo muito a valorizar-se, é um país cuja ética e responsabilidade é muito diferente do Brasil
Os que apoiam esse absurdo ganharam as eleições mais de uma vez, aparelharam o sistema, colocaram seus cúmplices no poder maior STF que os protegem da cadeia, e barra uma possível decisão de contagem de voto, já vivemos uma restrição, não adianta reclamar sempre serão donos da razão. O Brasil tem que recomeçar de novo digo sua constituição, se não dará certo.
Infelizmente nossa CF/88 é muito coletivista, cheia de direitos e sem deveres. Ela foi feita para confiarmos cegamente nas nossas instituições, instituições estas com pessoas escolhidas indiretamente por governantes e não pelo povo. É fácil tomar o poder no Brasil. O nosso Estado está podre, todo corrompido e estamos trabalhando e pagando impostos para sustentar parasitas que não estão nem aí para o povo. Brasil tem que começar novamente!!🤬🤬🤬🤬